sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Prefeito é pressionado a priorizar acessibilidade em São Gonçalo.

Candidato à reeleição em São Gonçalo do Piauí, a 132 km de Teresina, o prefeito do município é pressionado dentro da própria casa para melhorar as condições de acessibilidade e de atendimento de saúde às pessoas com deficiência

A cidade possui a maior proporção nacional de deficientes do país. Lá, segundo dados do IBGE, 33,41% dos habitantes se autodeclaram com deficiência física ou psicológica.

Dois deles são irmãos do prefeito. Antonio, 62, e Francisco, 49, nasceram cegos e cobram do irmão Pedro Ferreira da Silva (PMDB) a adaptação de todas as calçadas. Uma via exclusiva, com rampas nas esquinas, foi recentemente concluída na avenida principal da cidade.

"Eu já falei pra ele [prefeito] que eu quero ir pra toda a cidade, não só aqui [na avenida principal]", diz Francisco, que teme ser atropelado.

Não há uma explicação científica para essa proporção de deficientes na cidade (a média nacional é de 14,5%). No caso da família do prefeito, porém, há um motivo já esclarecido: o casamento consangüíneo.

Primos, Alfredo, 83, e Ozila, 85, tiveram oito filhos. Três nasceram cegos --além de Antonio e Francisco, uma mulher, que vive em Teresina.

"[A pressão] começa dentro de casa, com a família. No começo eu achava que [essa proporção de deficientes] não era uma realidade verdadeira. Mas ela existe", afirma o prefeito. "Falta recurso para fazer todo o trabalho", completa.

Na cidade, além de deficientes visuais, há surdos e muitos cadeirantes. No não há um centro de fisioterapia nem médico nos finais de semana.

O prefeito se considera candidato único. Nas ruas não há cartazes nem campanha. Sua adversária, Antonia Batista (PTC), não tem dinheiro nem para produzir cartazes.

TINHA QUE SER AQUI EM SÃO GONÇALO OBS: SÃO GONÇALO-RJ rsrsrs

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