Três universitários que pretendiam dar um golpe na Rainha dos Baixinhos foram presos anteontem, em Fortaleza, no Ceará. O trio estava com um cartão de crédito clonado no nome de Maria das Graças Meneghel, a Xuxa, e um cartão de dependente da apresentadora, no nome de um dos bandidos. Segundo o delegado Andrade Júnior, da Delegacia de Defraudações e Falsificações de Fortaleza, o cartão seria usado em breve e causaria um grande prejuízo à Xuxa, já que a Rainha não tem limite de créditos.
- Poderia se comprar qualquer carro - disse Andrade Júnior, acrescentando que, só nas últimas semanas, os jovens deram golpes em mais de dez pessoas: - Um empresário foi a última vítima desse grupo. Mais de R$ 90 mil foram retirados da conta dele.
De acordo com a polícia, a quadrilha vem sendo investigada há mais de 40 dias e pode ser formada por mais de 10 pessoas. Os criminosos desviavam dinheiro de vários bancos, usando cartões de crédito e débito que clonavam com dados conseguidos pela internet. Somente num dos golpes o bando chegou a faturar R$ 1 milhão.
Arthur Franklin de Sousa Lima, de 18 anos, estudante de Gestão de Sistema Produtivo, José Silas Silveira Júnior, de 23, e Michelângelo Charles da Silva, de 22, estudante de Direito, foram presos em flagrante. Com eles, os policiais apreenderam três computadores, sendo um portátil, além de dois carros luxuosos, um Corolla e um Polo. Os três são acusados de estelionato e, se condenados, podem pegar até cinco anos de prisão.
Bando acessava até sistema das polícias
Os três estudantes foram presos em flagrante. Os policiais monitoraram as ações de um dos integrantes do bando e depois acompanharam o motoqueiro que levou os cartões até casa do estudante Syla Júnior. Ele recebeu voz de prisão quando recebia os cartões no nome de Xuxa e o de dependente, no nome dele.
De lá, os policiais seguiram para a casa de Artur Franklin, onde foram apreendidos os computadores com provas contra o trio. Depois a polícia chegou até Michelangelo que, segundo o delegado, seria o cabeça da quadrilha. Ele já tinha sido investigado por outros golpes em Fortaleza. Um quarto integrante do grupo também foi identificado, mas está foragido.
Os criminosos acessavam o sistema usado pela polícia para cadastrar dados de todos os cidadãos brasileiros, incluindo informações como número de CPF, identidade e endereço.
A Polícia acredita que os cartões clonados eram muito usados na compra de produtos eletrônicos, que depois eram revendidos baratinho. O grupo também fazia gastos em festas. Nos últimos meses, os jovens trocaram de carros duas vezes. Se ficar comprovado que a compra foi com os cartões clonados, os veículos poderão ir a leilão.
