Larissa Lima
Mais um caso de seqüestro-relâmpago foi registrado na Região Oceânica de Niterói. Desta vez, o alvo dos bandidos foi a administradora de empresa X., de 30 anos, que foi rendida na tarde de ontem, quando saía de um supermercado em Itaipu. Os bandidos fugiram levando um cordão de ouro da vítima, avaliado em R$ 8 mil, uma pulseira de R$ 6 mil, além de R$ 3,2 mil em espécie. Na manhã de quarta-feira, uma bancária também foi seqüestrada na região. O caso de ontem foi registrado na 75ª DP (Rio de Ouro), pois a mulher, que mora em Camboinhas, foi libertada em São Gonçalo.
Ela contou na delegacia que saía do estacionamento de um supermercado, por volta das 14 horas, quando foi abordada por uma dupla de criminosos. Armados, eles anunciaram o seqüestro e tomaram a direção do veículo da vítima, um Hyundai Tucson preto. Os seqüestradores disseram que a levaria em agências bancárias para realizar saques.
X. teria dito aos ladrões que seu saldo estava negativo e não conseguiria a quantia que eles desejavam. Com o apoio de outros criminosos que davam cobertura à ação em outro veículo, a dupla seguiu pela Avenida Central até a RJ-106, quando parou em um posto de gasolina. No local, eles desceram e foram até o caixa eletrônico, quando tentaram sacar dinheiro e não conseguiram.
Após ter ficado 40 minutos refém dos bandidos, X. foi liberada na RJ-106, altura de Maria Paula. Os bandidos roubaram o telefone celular, mas entregaram o chip e não levaram o veículo da vítima. Na delegacia, a administradora chegou a folhear um álbum com fotos de criminosos, a fim de tentar identificá-los, mas não os reconheceu. O registro de ocorrência será encaminhado à 81ªDP (Itaipu).
Na quarta-feira, a gerente do Unibanco Solange D’Ávila Osso de Campos, de 43, foi vítima de seqüestro-relâmpago em Piratininga. Durante duas horas, os criminosos tentaram efetuar vários saques, mas conseguiram retirar "apenas" R$ 1 mil, valor bem aquém do que esperavam.
O Fluminense
