sábado, 11 de outubro de 2008

Enterrado o JOVEM morto por policias no mdd em SG

NA FAIXA LEVADA ESTAVA ESCRITO "MAIS UM CRIME DA POLICIA CORRUPTA"



Sob aplausos e pedidos de justiça, o estudante Paulo Ricardo da Silva Rodrigues, de 16 anos, o Tiquinho, morto por tiros disparados por policiais do 7º BPM (São Gonçalo) na noite de sexta-feira, no Galo Branco, foi enterrado neste sábado, no Cemitério de São Gonçalo. Cerca de 200 pessoas acompanharam o funeral e, logo depois, participaram de uma manifestação pelas ruas do Centro. Familiares, amigos e moradores do Morro Menino de Deus, onde o jovem vivia, acusam os policiais de terem confundido o rapaz com um traficante.

O estudante levou dois tiros no peito e no abdômen, na Rua Astrogildo Amaral, quando voltava da escola, por volta das 21 horas. Ele estava com um colega de turma, J., de 17 anos, que foi levado para a 74ª DP (Alcântara), onde prestou depoimento. De acordo com o depoimento dos PMs, Paulo estaria com um revólver calibre 38 e, ao perceber a presença dos policiais, teria apontado a arma para um deles.

O delegado da 74ª DP, Robson Rodrigues, disse que os PMs contaram que não houve troca de tiros e o adolescente teria confessado no local que os dois estariam indo praticar assaltos. Segundo Rodrigues, na delegacia, J. afirmou que o amigo estava armado, mas negou que praticaria crime. Em depoimento, o jovem teria garantido que só falou sobre um possível assalto para que os policiais o liberassem. A família de Paulo desmente a versão.

"Ele era um garoto tranqüilo e estudioso. Eles estavam voltando da escola e foram confundidos pelos policiais, que chegaram já atirando. Inventaram que ele estava armado. E os moradores viram os policiais batendo no outro menino só para falar que estava armado. Queremos justiça", disse o tio da vítima, Sandro Rodrigues.




O Fluminense